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Carlos Dourado - View my most interesting photos on Flickriver

domingo, 7 de março de 2010

Sábado de (semi)-Sol - Voca(lizando)

Olá.

Espero que, ao se encontrarem de novo aqui, esteja tudo bem convosco. Ora hoje tenho aqui como objectivo deixar um testemunho. De passeio a aproveitar o sábado com muitas caras, passei por Sintra e seus encantos, aqueles que de tão óbvios se tornam subtis...tudo por onde passo é especial, e nunca consigo ficar indiferente, mesmo depois de dezenas de vezes ali passar. É fabuloso...mas foi uma passagem, porque o objectivo era deambular pela zona do mar, rumo àquelas praias da zona oeste que muitas vezes são injustiçadas.
Primeira paragem: Praia Grande. Uma das mais conhecidas praias da zona de Sintra, local de culto aos amantes do surf e bodyboard, palco de inúmeras competições. Também com uma beleza muito própria. Seguindo caminho, até à praia seguinte, a Praia das Maçãs, que me levou a recordar tempos passados, já que era aqui que, na minha infância e juventude, ia com a minha família gozar umas águas (fresquinhas...). Um pequeno passeio a pé, junto ao miradouro, deu para gozar um pouco da sua beleza e a fúria do mar, que neste dia se fazia sentir. Aqui vemos um abrigo no miradouro, a que achei particular piada:


Deu ainda para passar na Ericeira (onde espero voltar com outra disponibilidade - fotográfica, entenda-se), Mafra e de volta à cidade. Foi um passeio para limpar as vistas e aproveitar a pequena trégua que a chuva deu neste fim-de-semana.Vale sempre a pena.

No estágio para ir ver aquilo que irei falar no final deste post, aproveitei para dar uma voltinha no Parque das Nações e fazer umas nocturnas, apesar da não presença do meu "tripatas". Fez-se o que se pôde... deixo aqui um exemplo


Para terminar, estava agendado para a noite a presença no espectáculo dos israelitas Voca-People. Já  os conhecia através daqueles famosos vídeos do Youtube (milhões de visulizações!!), pelo que aquilo que iria ver não era surpresa. Já sabia que eram talentosos, mas uma coisa é certa: ao vivo é outra fruta. Simplesmente fabulosos. Espectáculo muito bem imaginado, interacção com o público, comédia, genialidade e muito muito talento vocal. São 8 pessoas, alías, 8 aliens do planeta Voca, que visitam o nosso planeta. (segundo os próprios). Cada um dos integrantes do grupo tem a sua especialidade de voz, e em conjunto funcionam espectacularmente. Vale bem a pena ver.
A quem não for ver desta vez, aconselho vivamente que da próxima vez que vierem visitar o nosso país não percam. São quase duas horas de puro entretenimento, em que passamos por medleys sucessivos do cinema, da música, desde a clássica ao techno, temas que nos levam a memórias de tempos que já lá vão, e sempre com um toque de humor à mistura, com o objectivo maior de angariar energia para a sua nave e poderem enfim partir para o seu planeta...
A quem não conhece ainda este fenómeno, deixo aqui o vídeo para comprovarem o talento. Mas aviso: isto é só uma pequena amostra do que há para ver.


Fantásticos!

Até logo...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pensando alto...

Olá a todos,

Estava aqui a pensar no que haveria de falar hoje. Podia começar a falar das desgraças que têm acontecido por esse mundo fora, e particularmente na Madeira, ou seja, a nós próprios. Mas nada do que possa falar pode devolver a vida àqueles que a perderam, nem minimizar a dor do que ficam. Apenas posso compartilhar a opinião, de que a culpa não é só da Natureza e do seu ímpeto muitas vezes assassino, da sua imprevisibilidade e rapidez mortal com que colhe as vidas, de repente tão pequenas, de seres como eu, como todos nós.
É bom lembrar que poderá acontecer em qualquer sítio, a qualquer hora. Não há um único sítio no mundo que possamos considerar seguro. Estejamos onde for, há risco de ali ficarmos. Quer sejam enxurradas, sismos, incêndios, meteoritos (!) e apenas e só um infeliz acaso do destino. Convençam-se...
Podia também falar dos casos políticos, os sempre actualizados "boys", com os seus "jobs" de sonho, curriculum vitae cheio, pomposos, cheios daquilos que são, simplesmente, palavras ocas. Das mentiras e desmentiras que à cara nos atiram, da falta de vergonha nas faces ocultas deste país, que brincam conforme lhes convém com todos nós... e ainda há quem vote... são todos iguais, os valores são os mesmos que os nossos, no dia a dia: sobreviver, de preferência com melhores condições do que ontem. O que interessa não é aquilo que sei, é com quem me dou. Convençam-se....
Podia ainda falar do prémio que todos nós recebemos, mandar o Vitinho para a Europa, mais uma internacionalização de sucesso, da competência...Que se junte ao cherne, que peixe aqui há muito... não precisarão eles lá fora de um filósofo antigo grego? Temos cá um reconhecido, que de certeza levaria muito boa gente com ele, afinal de contas...até eu ia...

Mas pronto. Depois de muito pensar, cansei-me. Olhem, hoje não falo de nada! Abraços e beijinhos a todos.

Até logo...

PS: O meu pensamento está com as vítimas da Madeira e com aqueles que perderam os seus bens e entes queridos. A eles, muita força para voltarem a levantar-se e, de algum modo, voltar à normalidade.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Alcochete, Freeport e algo mais

Ora, neste que será a minha primeira publicação no ano da graça de 2010, aproveito para desejar a todos os que têm a coragem de se dirigir a este sítio, um ano pleno de coisas positivas e tudo de bom.
Ontem, sábado, com a desculpa de visitar os tão fantásticos (ou não) saldos, dei por mim no tão polémico Freeport. Para aqueles que têm dúvidas, esclareço desde já que não encontrei o nosso primeiro por aquelas bandas... nem quaisquer familiares do dito. E, já agora, não vi nenhum casal homossexual a exultar pela recente conquista relativa ao casamento... como se não fosse castigo suficiente. Ou eles não sabem o que é um casamento, ou naquilo que uma grande percentagem deles resulta, ou então quem decide não sabe o que são gays... isto sou eu a divagar, porque casado (e bem) como sou, nada tenho contra a instituição, bem pelo contrário. Agora deixa sempre uma dúvida... quem irá vestido de noiva num casamento gay masculino? Enfim, podia passar horas nisto, mas tenho mais que fazer que andar nestas mariquices, por isso continuemos.
Bem, estava  falar dos saldos, que correram tão bem na primeira meia-hora, quando comprei a minha única peça de roupa (afinal não tão barata quanto quereria). A partir daí, limitei-me a seguir a vontade da cara-metade, ou seja, fiquei sentado nos corredores exteriores, à espera que a mais-que-tudo visse e revisse umas quantas lojas, com resultado, não sei se felizmente ou infelizmente, nulos... Fiquei a pensar na vida, naquilo que iria fazer depois da tortura dos saldos. Apetecia-me voltar aos cliques, e o motivo até estava perto. O tempo estava a ajudar, dado que estava ao ar livre, confortável com a temperatura e com a minha crescente careca seca. Bom sinal. Decidimos dar uma saltinho a Alcochete, propriamente dito.
Alcochete é uma vila que tem cerca de 16 mil habitantes, e que nos últimos anos assistiu a um crescimento espantoso, devido ao forte investimento na zona, e para onde muitos cidadãos da grande Lisboa se deslocaram, tendo em vista uma melhoria da qualidade de vida.  É também a sede da Reserva Natural do Estuário do Tejo, e possuiu um encanto natural muito característico. É banhada pelo rio Tejo, e a sua zona ribeirinha, além de uma gratificante caminhada, oferece uma esplendorosa vista sobre Lisboa e a ponte Vasco da Gama, obra notável bem conhecida de todos. Foi esse circuito que nos empenhámos em fazer. Munido da câmara, foi disparar ao que me justificava. O gozo crescia à medida que se avançava pelo Tejo.
Mas havia algo que me chamava: o pontão. Parecia que nos levava para longe, não para o meio do rio, mas para o mar, para o infinito. As nuvens que se amontoavam também ajudaram, porque a linha do céu quase se confundia com a linha da água. Brutal. A ponte, ao longe, definia a fronteira e marcava a sua posição no horizonte. As dezenas de pilares estavam admiravelmente lá ao fundo, criando uma envolvente fantástica. Aquele pontão é mágico. Os barcos que por ali repousam parece fazerem parte da paisagem, quase jurava que nunca dali tinham saído. Magnífico.
Continuando, após umas quantas capturas (nunca fico satisfeito), seguimos pela beira rio e depois voltámos.
Foi um belo passeio. Alcochete é fantástico, apesar de começar a achar algum exagero na densidade populacional que tem, actualmente. Espero sinceramente que não mude, e que no futuro, cá volte a fazer mais umas chapas, ou simplesmente a passear pela margem para me esquecer, me esquecer da vida que levamos e ser absorvido pelo Tejo, pelo pontão, pelo chilrear das gaivotas e as pessoas que ali estão e passam. Afinal de contas, estamos lá todos para o mesmo, certo?





Até logo...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tempo de reunir, tempo de amar

E com isto tudo, chegamos ao Natal.
Não sendo fervoroso adepto religioso, em relação a esta época (ou a qualquer outra, para dizer a verdade), apesar da minha educação cristã, sou-o no entanto em relação áquilo que toda a quadra natalícia representa. É tempo de consolidação da família, de reunião, de partilha com as pessoas que mais amamos, e ás quais devemos a vida e aquilo que somos.
Nesta época também há lugar (ou deveria haver) a um estado que, hoje em dia, se tornou um mito, quer no Natal, quer noutras épocas: o respeito pelo próximo, um estado de graça chamada espírito natalício, nome a propósito, já que subentende-se que se é um espírito, é invisível. Eu digo isto em tom de piada, mas na realidade não tem graça nenhuma. Todos sabemos que especialmente nesta quadra, o respeito pelo próximo, a benevolência e a compreensão desaparecem com as primeiras compras e as confusões que se instalam por todo o lado, no trânsito, na falta de lugares de estacionamento, enfim... pessoalmente tento estender os meus valores nesta época como em qualquer outra, mas que agora é mais difícil, admito que sim...não sou de ferro (surpresa!).  
É hora também de nos juntarmos à mesa com o intuito de encher a barriga de comida e doçaria tradicional (não dispenso o bacalhau, apesar de quando olho para o monte que existe no supermercado e imagino os milhões de bacalhaus que jazem em todos os pontos de venda e que deram a sua vida para nos acompanhar na consoada, vacilo). Claro que, consequência dos abusos alimentares associados, se criam as condições de aumentar pontualmente o colesterol e o valor que a balança apresenta. É fatal como o destino, mas é o que é... 
Ah, e as prendas! Para mim, a tortura da escolha, da dúvida (será que gosta? não gosta?), e o consumismo a que se associa a quadra... mas lá que tem piada ver a árvore bem rodeada de cor, embrulhos e afins, tem.

Estas linhas serviram apenas para descrever aquilo que o Natal é, e aquilo que é, para mim: tão simplesmente um momento de partilha, de empatia, de conversa, de lembrar quem já não está cá e recordar tempos passados, de rir com todos e encher de alegria quem mais nos ama, tempo de fazer balanços e projectos para o ano que vem, que simboliza a mudança (tão igual) e a dúvida do que nos esperará. É também esperança, esperança que daqui a um ano cá nos encontremos de novo, se não melhor, nunca pior, para de novo rirmos, comermos, conversarmos, partilharmos. Pelo menos ainda cá estaremos todos juntos, bem acompanhados e aconchegados nos corações da nossa família.

Queiram os meus amigos que lêem estas linhas ter o Natal assim , perfeito, perfeito, tal como eu o imaginei. E, se assim não for do vosso agrado, que o seja de algum modo, da maneira que o entendam, da maneira como vocês o vêem, porque assim será perfeito. Em suma: sejam felizes, seja como for, com quem for, neste dia como nos outros todos.

Um Natal feliz, são os meus votos sinceros.

E com isto tudo, chegamos ao Natal.

Até logo...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

À beira rio plantado

Bom, olá a todos. Enquanto vejo, no canal Holywood, pela 104ª vez o "Academia de Polícia 6", resolvi começar a empreitada de criar mais um post neste cantinho.
Ora, o que me passou pela cabeça foi relatar o que vivi no passado fim-de-semana: convidei os meus pais a virem até Setúbal, comer o belo do rodízio de peixe, no restaurante Bombordo. Não me querendo alongar a fazer publicidade gratuita (aos meus dois fiéis seguidores, ou outros que, por acidente, aqui caiam),  apenas quero dizer que recomendo, pela qualidade do banquete e do serviço prestado, que é muito bom, e a um preço bastante convidativo (era bom que o dono do restaurante lesse estas linhas e me gratificasse, de alguma maneira...).

Após o belo repasto, e para começar bem a digestão, resolvemos dar um giro pela zona ribeirinha de Setúbal. São momentos como este que me apercebo que, apadrinhado por esta cidade, e apesar da fama que granjeia, há algo de muito mágico que me diz que beleza e mística como a de Setúbal há poucas. Calcorreando junto aos barcos de pesca atracados, por entre gaivotas que gozavam um dia domingo puro, tão simples e tão igual ao outros dias, e as nuvens que pairavam sobre nós, tipo pintura num céu azul límpido. Fabuloso.Convido todos aqueles que não conhecem a virem cá, passear, namorar, viver. Vale a pena visitar um canto que as voltas da vida me levaram a conhecer melhor. Não se arrependerão.

Convido também a visitar as fotos deste dia, onde espero ter conseguido transmitir aquilo que senti. Se visitarem e sentirem alguma mística, é sinal que terei alcançado algum sucesso...





Agora deixem-me continuar a ver a Academia...

Até logo...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Compras de Natal

Bom, quem me conhece minimamente sabe que as compras de Natal não são o meu forte. Aliás, tendo eu, profissionalmente, de passar muito do meu tempo diário em centro comerciais pelo nosso país fora, tenho legitimidade de ter algum grau de aversão aos mesmos fora do trabalho. Principalmente se a altura de andar nestes espaços for coincidente com o pico das compras de Natal.
Magotes de gente que se acotovela por entre os corredores, qual o metropolitano em hora de ponta. Filas intermináveis para pagar, outras para embrulhar, para comer, para sair do parque, enfim, todos sabem do que falo.
Porém, e como cidadão exemplar, também tenho as minhas responsabilidades e, com o tal,  tive de ir com a minha cara-metade começar as comprinhas para as pessoas que nos rodeiam e nos são mais próximas. O sítio escolhido foi o Almada Fórum.
Claro que, fazendo-me acompanhar da minha Nikonzinha, e já que íamos para aqueles lados, sugeri visitar, antes das compras, o emblemático Cristo Rei, de braços abertos para Lisboa e para o mundo, e que já não visitava desde há algumas décadas (como tal, poderemos considerar que foi quase uma primeira vez, visto a minha memória sobre o local já ser praticamente nula...), que foi aceite pela administração (leia-se esposa!).
Que fantástica vista sobre a ponte 25 de Abril (ainda acho que se devia chamar 21 de Abril, o meu aniversário, mas ainda não formalizei o assunto com quem de direito, pode ser que num futuro próximo), um ex-libiris de Portugal, imponente, vermelha, poderosa, esguia (posso ficar nisto o dia todo...).
E o Tejo? Suas águas a fluirem majestosamente por entre as duas margens, com os cacilheiros a deslizar calmamente, aquela paz...

Bom, após me perder na paisagem e fertilizar o cartão de memória da máquina com mais fotos, perdi também o amor a 4 euros (por pessoa) e subimos ao CR (não confundir com o CR9, é diferente, este não marca golos...também não se lesiona!). A única coisa que, até ao topo, nos deixou intrigados foi saber se estávamos em Almada, ou no Cristo Redentor do Rio de Janeiro e porquê? Porque as únicas duas funcionárias do monumento, a manobradora do elevador e a vendedora de "recuerdos", são brasileiras... foi por isso esta dúvida pertinente que a minha senhora me colocou (é por estas e por outras que eu gosto da fulaninha...). Enfim, subindo os últimos degraus, encontrámo-nos no terraço, a ser espicaçados violentamente por um vento de Sul que nada de bom traria, mas com uma vista de bradar aos céus.

Eu digo, para quem não foi, vale a pena lá ir, observar a cidade de Lisboa em toda a sua imensidão, o Tejo, as pontes sobre o Tejo, a margem Sul (até à Arrábida, com vista sobre Palmela e cabo Espichel), Sintra (apesar de não se conseguir ver o Palácio da Pena, por causa do tempo). Foram mais umas fotos, que vos convido a ver no meu flickr - link abaixo.

Por isso, depois da visita, das vistas, etc, lá nos deslocámos ao Almada Fórum para fazer as compras de Natal: foi mau à mesma, principalmente a partir da 2ª hora de permanência, mas quem diria? Sobrevivi!

Se conseguia fazer as compras de Natal sem ir ao Cristo Rei? Conseguir conseguia, mas não era a mesma coisa...

Boas Festas, que sejam uma quadra repleta de alegrias.




Até logo...

domingo, 22 de novembro de 2009

Colinas de Marvão

Na passada semana, com a desculpa de ir visitar a festa das Castanhas, resolvemos ir a Marvão.
Esta vila, se não me falha a memória, nunca tinha visitado. Situa-se no concelho com o mesmo nome, no distrito de Portalegre, embrenhado na Serra de S. Mamede, num ponto alto, por si só, muito interessante...
É daquelas terras que parece que nasceram ali, sempre existiram, e exibe uma aura mistério muito característica, remetendo-nos para a época medieval.
Passe a parte do caos para estacionar o bote, e deslocando-nos a pé pelo meio da enchente humana, rodeados pela cheiro a castanha assada, foi muito revelador. Passo a explicar:
Além do chamamento pela castanha, e já tendo visto fotos e ouvido falar de tão singular vila, das suas vistas abrangentes e natural beleza, tinha o desejo de captar uns instantâneos fotográficos só meus, que isto agora tem sido sempre assim. Ao fim e ao cabo, a fotografia é um hobby que nos obriga a pesquisar locais para captar, a sair de casa (ou a pôr o cotos na rua, como quiserem...). E eu, que até conheço Portugal aceitavelmente bem, embrenhei-me na função da descoberta, deixando-me surpreender aqui e ali, revisitando com outros olhos lugares que já conhecia e deixando-me enfeitiçar por outros novos, que me fazem estremecer de tão belos e majestosos que são.

O Marvão é um desses lugares. Apesar de termos ido num dia chuvoso, esquisito, e que não me permitiu vislumbrar a tal extensão da panorâmica exclusiva sobre o Alentejo, deu jeito pelo menos para captar umas fotos envoltas em mistério, com um nevoeiro que quase deixava adivinhar o regresso de D. Sebastião à sua pátria, mas ao mesmo tempo dando umas abertas que me dizia que havia ainda mais ali que eu não estava a conseguir ver... e que me fez prometer a mim mesmo voltar num dia claro de Sol, talvez num futuro próximo, para poder captar outro tipo de imagens. Fica para outras núpcias.

Ah, e a festa da Castanha? Valeu bem a pena, já há muito que não as comia tão quentes e boas. De regresso, fomos ver a selecção nacional ganhar à Bósnia, ao mesmo tempo que me deliciava com as fotos de Marvão que tinha há poucas horas tirado...


Castelo de Marvão
 


Até logo...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tons de cinzento...

Bom, parece que o Inverno começou a dar um pouco da sua graça, ou desgraça. Mal começam a cair umas pingas, fica tudo doido na estrada. Não há artéria rodoviária que não fique entupida, arteriosclerose causada pelo colesterol de chapa e motor. E a falta de paciência que, nestes dias, impera? Talvez seja do tom monocromático, tudo parece cinzento, triste e melancólico. E porquê? Porque assim é...
Todas as obrigações são ampliadas, o desgaste próprio do dia é maximizado e o cansaço apodera-se de nós mais rapidamente que o habitual.

Os dias não são todos cheios de um imenso azul, em que acordamos bem dispostos e revitalizados. Há dias em que é necessário programar para um preto e branco, que apesar de aparentemente desvalorizado, produz efeitos fabulosos, magníficos... concordam ou não?

Conclusão: tudo faz falta. O Sol também precisa de descansar e as nuvens voam, nestes casos, reinando pelos céus, molhando-nos as ideias, qual foliões. Amanhã poderá estar mais agradável, não melhor. Melhor é amanhã estarmos cá, vivos, esteja o dia como estiver... mas o raio do trânsito poderia não se ressentir, isso até aí concordo...

Até logo...

domingo, 11 de outubro de 2009

Instantes - 11 de Outubro de 2009

Ontem, com o objectivo de captar mais umas imagens e, ao mesmo tempo, aproveitar o dia excelente que corria, resolvemos dar uma voltinha até Sesimbra.
Atravessámos a beleza grandiosa da serra da Arrábida, desde Setúbal, paralelos àquelas magníficas praias que com certeza todos conhecem: a Figueirinha, Galápos, Portinho da Arrábida, enfim... por si só já valia ficar por aqui.
Mas o objectivo era Sesimbra: sede de município com quase 200 km2, esta vila piscatória com cerca de 5800 habitantes tem um sabor só seu, um encanto que só quem lá passa sente...

Deixo aqui, para quem quiser ver, uns cliques desse passeio.



Arrábida
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 18mm
Exp: 1/640 seg
Abertura diafragma - f/13,0
ISO 100




Vista sobre Sesimbra - Castelo de Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 18mm
Exp: 1/250 seg
Abertura diafragma - f/8,0
ISO 100



Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/320 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 100



Castelo de Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 30mm
Exp: 1/125 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 100



Castelo de Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 18mm
Exp: 1/250 seg
Abertura diafragma - f/8,0
ISO 100




Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 32mm
Exp: 1/250 seg
Abertura diafragma - f/8,0
ISO 100



Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 20mm
Exp: 1/320 seg
Abertura diafragma - f/9,0
ISO 100


 
Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 55mm
Exp: 1/800 seg
Abertura diafragma - f/14,0
ISO 100




Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 32mm
Exp: 1/80 seg
Abertura diafragma - f/4,5
ISO 100



Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/640 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 200





 Sesimbra
10-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 55mm
Exp: 1/30 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 800

Até logo...

domingo, 4 de outubro de 2009

Instantes - 4 de Outubro de 2009

Olá, cá estou de novo, pronto para partilhar mais umas fotografias convosco, com quem tem a audácia de me visitar, neste cantinho da Internet.

Hoje vou colocar fotos da minha primeira sessão de spotting com a minha nova objectiva... foi um destes dias, depois de sair do trabalho, ainda a apanhar os últimos raios de Sol, antes da noite começar a despontar. Não ficaram perfeitas, mas é o que se arranja.

Apresento também umas fotos de âmbito mais geral, que andei a aperfeiçoar, e que penso terem ficado engraçadas, e ainda mais algumas do Portugal Airshow 2009, em Évora.
Espero que gostem, pelo menos tanto como eu.

Brevemente haverá mais, espero...

Airbus A320
22-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/160 seg
Abertura diafragma - f/8,0
ISO 100


Airbus A319
22-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 135mm
Exp: 1/60 seg
Abertura diafragma - f/10,0
ISO 100


Airbus A320
22-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/125 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 200


Airbus A330
22-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/160 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 400


Airbus A330
22-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/160 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 400


Airbus A330
22-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 102mm
Exp: 1/160 seg
Abertura diafragma - f/4,8
ISO 400


Embraer 190
22-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 100mm
Exp: 1/30 seg
Abertura diafragma - f/4,5
ISO 200


Extra 300
19-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 180mm
Exp: 1/500 seg
Abertura diafragma - f/8,0
ISO 100


Rotores de Portugal - Alouette III
19-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 135mm
Exp: 1/500 seg
Abertura diafragma - f/5,0
ISO 100


Hawker Sea Fury
19-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 55mm
Exp: 1/500 seg
Abertura diafragma - f/4,0
ISO 100


Hawker Sea Fury
19-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/1000 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 100


Lockheed Martin F-16
20-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/2500 seg
Abertura diafragma - f/6,3
ISO 100


Setúbal
27-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 55mm
Exp: 1/400 seg
Abertura diafragma - f/10,0
ISO 100


Setúbal
27-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 30mm
Exp: 1/320 seg
Abertura diafragma - f/9,0
ISO 100


Braga
29-Set-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 18mm
Exp: 1/2 seg
Abertura diafragma - f/3,5
ISO 800


Estremoz
4-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 18-55 @ 26mm
Exp: 5 seg
Abertura diafragma - f/4,0
ISO 100


The moon
3-Out-2009
Câmara: Nikon D60
Lente: 55-200 @ 200mm
Exp: 1/500 seg
Abertura diafragma - f/5,6
ISO 100

Bom, hoje acho que abusei um pouco. Espero que seja do vosso agrado...

Deixem os vossos comentários!

Até logo...